Para minha criança interior

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O pensamento de que aqui, dentro do meu corpo, ainda habita a criança que eu fui é algo que realmente aquece meu coração, tem dias que eu me sinto muito conectada a essa criança, não por coincidência, sou incrivelmente mais tranquila nesses dias.

A minha criança sempre foi sentimental e essa era minha qualidade preferida, eu era do tipo que abraçava e pedia carinho, algumas pessoas diriam até que eu era muito mimada, mas eu não concordo muito com isso.
Quando resgato memórias da minha infância, chego a conclusão de que o grande problemas dos adultos é acha que tudo o que envolve o universo infantil pode ser tachado de birra. Acho desmerecido esse tipo de pensamento.
Veja bem, eu, que sou adulta, muitas vezes nem consigo expressar com palavras o que sinto, fica embaralhado dentro do peito e vira um nó enorme na garganta. Imagina como é isso para alguém que ainda nem sabe nomear o que sente.

É tão injusto.

Eu cresci e aprendi que precisava ser forte e, de uma forma meio bizarra, eu associei que demonstrar meus sentimentos era fragilidade, resolvi que era melhor guardar só pra mim. Por muitas vezes me senti errada e inadequada, quantas vezes questionei se era normal achar tudo ao meu redor tão bonito como querer guardar o pôr do sol em um potinho, fechar os olhos só para sentir o vento, desejar bom dia secretamente a todos as pessoas que passavam por mim ou, o mais difícil de todos, me esconder no banheiro para chorar sem nenhuma explicação, sem tristeza, só por sentir o mundo todo pulsando dentro de mim.

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Não consigo explicar o quanto foi errado tentar esconder quem eu sou só para demostrar força. Existem marcas na minha alma até hoje.

Crescer é uma dor latejante que não envolve só transformações físicas. a gente chora tanto por não saber o que vem depois, é assustador demais. É exatamente por isso que eu acredito no acolhimento.

Aqui, no meu mundo hoje, cheguei a conclusão de que tudo o que nasce no meu coração é pra ser sentindo mesmo, eu sou forte exatamente por me permitir tanto.
Sou sentimental e essa é a única maneira que eu sei viver bem, tipo agora que eu ia postar uma foto no insta para falar que amo brincar com meu reflexo, mas eu aí eu olhei a foto e enxerguei a criança mais legal que já conheci na vida: eu mesma.

A ideia de que amar, proteger, cuidar de alguém vai “estragar”, mimar e tantas outras coisa que estamos acostumados a ouvir, simplesmente não entra na minha cabeça.
Em algum momento da minha vida eu também fui uma criança assustada então dou um jeito de reencontrar essa menina e acolher ela de alguma forma.

Tem sido um processo lindo e revelador.

Você cresceu sim, mas se procurar bem dentro de você, vai encontrar a sua criança também, cuida com carinho dela e escuta o que ela tem a te dizer pois ninguém te conhece melhor que ela.

EUBEBE

A criança que eu mais amo na vida.

 

 

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Espinha na idade adulta

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Tenho um problema de espinhas bem chato e recorrente, já fiz de tudo, até simpatia, para ver se minha pele coopera e fica um pouco menos oleosa. Meu sonho já nem é voltar a ter uma pele lisinha e sem marcas, é só uma pele que não pareça uma fritadeira.

Não fui uma adolescente com espinhas, muito pelo contrário, passei pela adolescência ostentando uma pele de bebê, já adulta minha pele encheu de espinhas, começou pequeno e, de repente, virou uma verdadeira catástrofe.
Em Junho de 2016 minha pele pipocou de espinhas de uma forma assustadora, meu organismo estava refletindo no meu rosto uma série de mudanças que estavam acontecendo na minha vida: parei de tomar anticoncepcional, estava uma pilha de nervos com a faculdade, minha alimentação estava uma verdadeira porcaria e existia uma grande cobrança interna e externa sobre o meu futuro. O resultado era frustração atrás de frustração e eu estava tão anestesiada com tudo que nem conseguia ir a dermatologista para tratar.

Mas aconteceu, eu tinha espinhas internas tão gigantes e dolorosas, precisei tratar, nessa busca já fiz diversos tratamentos com produtos tópicos e via oral, um tratamento que me ajudou demais foi a junção do Tetralysal com o Clindoxyl gel.
No estado que minha pele estava, eu jurava que ia tomar algo como o Roacutan, mas o médico me garantiu que o Tetralysal iria dá conta e tinha a vantagem de ser muito menos agressivo.

Tetralysal

O Tetralysal é o tratamento via oral, no primeiro mês eu tomava todos os dias, nos outros meses eu tomava dia sim e dia não.

Indicações:

Infecções causadas por microrganismos sensíveis às tetraciclinas. Em dermatologia, o produto é especialmente indicado para o tratamento do acne vulgar (manifestações cutâneas relacionadas com o Propionibacterium acnes) e da rosácea, associado ou não ao tratamento tópico específico.

Fonte: bula

Clindoxyl gel

O Clindoxyl gel é um tratamento tópico, eu passava no rosto todo dia antes de dormir e retirava ao acordar.

Indicações:

Clindoxyl Gel contém o antibiótico clindamicina e peróxido de benzoíla.
Clindoxyl Gel contém clindamicina, um antibiótico que age inibindo o crescimento da bactéria Propionibacterium acnes, e peróxido de benzoíla, um agente bactericida (que mata a bactéria), com atividade comprovada na redução do Propionibacterium acnes.

Fonte: bula

 

(Minha pele antes do tratamento)

Segui o tratamento a risca e no primeiro mês obtive resultados muito satisfatórios, criei algo que minha pele nunca havia experimentado: rotina.
Eu acordava, lavava meu rosto com Actine líquido (sabonete próprio para pele oleosa), passava protetor solar e tomava o Tetralysal. A tarde, lavava novamente e repassava o protetor solar. No final do dia, antes de dormir, lavava e passava o Clindoxyl gel.  Recomeçava tudo outro vez no dia seguinte.
Em duas semanas de tratamento já senti minha pele bem menos oleosa e com espinhas bem secas.

 

(1 mês de tratamento + peeling)

Para intensificar o tratamento, eu fazia peeling uma vez por mês e ajudava demais, secava bastante a pele.
O tratamento com Tetralysal durou 3 meses e no meio do caminho teve melhora, piora e depois uma melhora maravilhosa.

 

(2 meses de tratamento + peeling)

 

(3 meses de tratamento)

A partir do quarto mês, eu passei a usar apenas o Clindoxyl gel, dia sim e dia não. Fiz mais um peeling.

 

(4 meses de tratamento)

 

(5 meses de tratamento + peeling)

 

(6 meses de tratamento)

Não foi milagroso, não foi do dia para noite, teve momentos que eu achei que só estava gastando tempo e dinheiro e precisava buscar outro tratamento. Teve também os palpiteiros que viviam me indicando outro método ou outra pessoa, pois o que eu estava fazendo era muito demorado – não seja essa pessoa, por favor.

Em 6 meses minhas espinhas internas secaram, minha pele não estava mais doendo e não estava mais nascendo novas espinhas. Com as espinhas, o meu rosto ficou muito manchado, a partir do sexto mês meu médico receitou um creme manipulado à base de ácido retinoico para ajudar a diminuir as manchas, o meu rosto ficou muito branco, todo mundo perguntava se eu estava doente, porém ajudou horrores.

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(Meu rosto 1 ano após o tratamento)

Eu melhorei minha alimentação (e foi aí que descobri que não posso fazer dieta pois fico extremamente magra), passei a fazer exercício físico, criei o hábito de beber 2 litros de água por dia e o melhor e mais importante de todos, uso filtro solar religiosamente todo santos dia, reaplicado algumas vezes durante o dia.

Minha pele ficou maravilhosa após o tratamento, ainda nasce uma espinha aqui e outra ali e é super chato seguir um tratamento à risca, mas sigo tentando.
No verão, minha pele fica extremamente oleosa e manchada novamente, independente do protetor solar, mas eu não vejo mais isso como um incômodo.

Hoje eu já uso outros produtos, uso o AdacneClin Gel para secar as bonitinhas que insistem em crescer e o Vitanol – A para as manchas, estou usando o protetor solar da Vichy – antiacne, amo demais o toque sequinho que ele tem e uso uma água termal da Avène para ajudar a pele.

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Gel com antibiótico

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Para as manchas no rosto

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Sabonete que eu uso todo dia, uso as duas versões, líquida e em barra

Uso o Vitanol toda segunda e sexta, nos outros dias uso o AdacneClin, todos antes de dormir e retiro no dia seguinte.
Repito: é muito importante usar protetor solar, esses medicamentos agridem muito a pele e mesmo sem estar em tratamento, besunta a pele de protetor sim, você só tem a ganhar.

Usar produtos específicos e receitados por um profissional que avaliou sua pele faz toda a diferença. Hoje eu estou com uma dermato show demais, não faz terrorismo, só me passa o necessário e o que realmente vai me ajudar (meu bolso agradece).

Meu rosto tem altos e baixos, principalmente quando eu exagero, com o natal, férias e carnaval eu exagerei nos doces e no álcool e para completar fui muito à praia, o resultado é um rosto bem mais oleoso e manchado.

 

(Meu rosto agora)

O que eu aprendi com tudo isso é que preciso escutar mais o meu corpo, se eu tivesse cuidado bem no começo talvez a coisa não teria ficado tão feia, a parte boa é que eu aprendi a ter uma rotina de cuidados com meu corpo e o protetor solar virou um hábito, já saio do banho passando. Fiz uma super reeducação alimentar onde aprendi a ter prazer por comer frutas e legumes e beber muita água.

Não abandone o tratamento quando melhorar, eu sempre faço isso e acabo tendo que lidar com os mesmos problemas depois, já entendi que minha pele é oleosa e terei que tratar o resto da vida.

E para quem está passando por alguma situação parecida, eu desejo calma e paciência, não vai resolver do dia para noite e fica olhando no espelho a cada 5 minutos não acelera o processo, infelizmente rsrsrsr.
Autoestisma fica uma porcaria mesmo, eu vivia com o rosto abaixado ou com a mão nas bochechas para tentar esconder, mas eu te falo que é o melhor é enfrentar e ter calma.

Força aí ♥

* Os remédios que eu citei aqui só podem ser comprados com prescrição médica, converse com o seu e estudem juntos a melhor opção. *

Você já teve algum problema com espinhas? Usa algum produto no rosto?
Me conta, eu amo ler a experiência de outras pessoas.

Beijo

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O discurso “faça uma boa arte”- Neil Gaiman

Faça boa arte (2 de 3)

Estou numa fase de ler livros de autoajuda, gosto de saber sobre a experiência de pessoas que chegaram ao sucesso independente da guerra interna e como o fizeram.

Sempre passava na livraria e olhava esse pequeno livro do Neil Gaiman, o que me encorajou a ler esse foi o recado da contracapa:

faça boa arte 2

Em maio de 2012 o autor best-seller Neil Gaiman subiu ao palco da University os arts na Filadélfia para fazer um discurso de formatura. Durante os dezenove minutos seguintes ele dividiu com os formandos suas ideias sobre criatividade, bravura e força; encorajou os alunos à sua frente a quebrar as regras e pensar de forma inovadora.

O que eu mais gostei sobre livro é o tanto que Neil Gaiman te incentiva a quebrar a cara e tentar novamente, pois foi assim com ele também. Aos quinze anos ele criou uma lista com seus sonhos, entre eles estava escrever um romance e saiu ao mundo na tentativa de concretizar.

Uma verdade universal é que queremos o sucesso, mas questionamos o caminho quase o tempo todo, não que isso seja algo ruim, mas a falta de confiança pode ser a ruína. Ao mesmo tempo não existe uma fórmula mágica, cada um tem o seu caminho e aprendizados.

Quem trabalha com arte sabe das grandes dificuldades, do medo eterno de falhar, de não ser bom o suficiente e o terrível não conseguir pagar as contas no fim do mês e aí ter que abrir mão do seu sonho. O mundo é muito cruel.
Aprendemos desde sempre que o dinheiro é que comanda tudo e ainda criança já começamos a ser incentivados a fazer dinheiro, estudar para ser o mais rico. Nossa criatividade raramente é incentivada, não existe festa para quando decidimos ser artistas – se é que existe uma decisão, uma vez que o coração quase implora.

Eu amei esse discurso pois é realista e muito animador. A grande verdade sobre a vida é que precisamos criar nossas oportunidades, nenhuma realização será fácil, principalmente quando não contamos com apoio financeiro e emocional.
Eu, aqui no alto de todos os meu privilégios, ainda sou uma criança apavorada, estou tentando ganhar forças para fazer minha boa arte.
Não quero desistir dos meus sonhos, pois foi o que me trouxe até aqui.

Faça boa arte

É um livro muito bem elaborado e curto, desses que inspiram mesmo, a estética dele é lindíssima e o design é feito por Chipp Kidd, renomado design gráfico.

 

Faça boa arte (3 de 3)

Você já leu esse livro? Tem algum nesse estilo para me recomendar?

Me conta nos comentário 🙂

 

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A maior guerra é interna

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Cada lágrima, uma cachoeira

Eu estava fazendo uma faxina no meu computador e encontrei arquivos que eu nem lembrava da existência, são imagens e vídeos de alguns anos, arquivos de quando eu sonhava em aprender a fotografar, aprender a produzir e editar vídeos, editar imagens e tudo que tanto encheu meus olhos por tanto tempo. Em meio a tanta nostalgia, eu percebi que nunca fui muito gentil e honesta comigo mesma pois mesmo tendo a total noção que era um começo, eu já me cobrava a níveis profissionais e toda essa cobrança nunca foi saudável.

Eu nasci e cresci em um lugar sem muitas expectativas de vida, muitas vezes questionei minha capacidade intelectual baseada no meu endereço e ainda assim eu consegui cultivar e florescer um coração muito sonhador. No entanto, sempre me pareceu muito impossível ser a pessoa que cria, a que aprende, a que faz.

Quantas vezes neguei minhas vontades pelo simples medo de ser ridicularizada ou acabar frustada com o futuro. sempre aceitei pouco por achar que merecia pouco.
Foi na faculdade que eu percebi meu gosto por imagens, tomei gosto por aprender cada vez mais. Contudo, também foi o lugar que mais me machucou  – por dentro eu nunca consegui acreditar que merecia mesmo pertencer aquele local.

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Eu me sentia constantemente uma criança tentando mostrar para todo mundo o que eu sabia, eu queria os aplausos, os holofotes, eu me esforçava tanto e mesmo quando era notada ainda conseguia me sabotar, vivia achando que era sorte, somente isso, nunca talento.
Mesmo agora, quando alguém fala que eu sou talentosa, eu tenho vontade de me esconder, sinto medo e vergonha, nunca acho que sou suficientemente boa ou merecedora e mesmo assim o meu coração é muito sonhador e inquieto, eu realmente não posso ver nada ligado ao audiovisual e não sentir vontade de aprender, de conversar sobre e entender o processo.
A minha eterna curiosidade é o que me salva da vida todo santo dia.

Olhando para o meu passado, nesses arquivos, penso que sempre quis muito sim e sempre fiz muito mais do que o esperado, mas ainda assim a sensação de nunca ser o suficiente ainda me atormenta.

Estou com esse grande questionamento na cabeça sobre o que é ser suficiente ou para quem eu preciso ser suficiente.

Sempre acreditei que a maturidade ia resolver essas questões tão juvenis mas a real é que não é bem assim, sinto que além dos meu dilemas de vida adulta ainda preciso olhar para trás e resolver minhas questões do passado. Ao final tenho muitas perguntas e pouquíssimas respostas.

O meu grande desafio é tentar silenciar meu ego e esse medo que não me pertence.

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É o processo. Processos são difíceis.

Minha única resolução para 2018 é tentar ser cada vez mais espontânea e gentil comigo mesma, reabri esse espaço para contar sobre minha vida e experiências é  um ato de gentileza sim e de muita coragem.

E para quem está aprendendo algo novo eu só posso desejar paciência e persistência, o novo assusta mesmo e tudo bem.

Um passo de cada vez.

 

(Fiz esse vídeo na tentativa de colocar para fora tudo o que eu sinto)

 

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É tudo sobre ser

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Sei que estou saudável quando me sinto autossuficiente, quando simplesmente não espero nada de absolutamente ninguém, pode parece impossível, mas tenho a impressão de que já esperei o suficiente de todo mundo e isso já me machucou o bastante.

Eu sou uma pessoa extremamente melancólica, mesmo quando estou estupidamente feliz. A minha tristeza começa pequena, tão pequena que cabe na minha mão, às vezes eu a apanho bem forte, fecho com meus dedos e jogo fora, eu realmente olho esse sentimento bem nos olhos e digo: “hoje não!”

Mas algumas vezes eu permito que o sentimento cresça e me abrace e talvez seja loucura dizer que são esses dias que consigo ter um pouco mais de paz, pois eu desaguo, eu desabo e choro até ter certeza que o sentimento fez seu caminho completo: nasceu, cresceu, morreu. pronto. um “ufa” bem grande. Talvez seja por isso que toda vez que alguém me fala que não está se sentindo bem, eu só consigo falar para a pessoa sentir tudo aquilo, eu não acredito em maquiar sentimento, o melhor é sentir.

Sei bem que quando um sentimento como a tristeza chega a única vontade é de mandar ir para bem longe pois dói até os ossos, sei ainda mais como é sentir esse grande buraco no meio da barriga que muitas vezes parece que não vai fechar, sem falar na incrível falta de força que deixa o corpo todo mole, mas faz parte.

“Torna-te quem tu és” – Nietzsche

Viver é isso mesmo, um dia dá muito, outros nem tanto.
Estamos tão acostumados com essa pressão de seja forte, seja esperto, seja perfeito que simplesmente esquecemos de ser.

ser inteiro.
ser por completo.
ser verdadeiro.

É que ser exige uma coragem descomunal e ser verdadeira com meus sentimentos virou a forma mais realista que eu consigo levar a vida agora.
A minha autossuficiência vem exatamente da maneira com que eu abraço o que estou sentindo e tendo a plena certeza que não vai durar para sempre.

O único sentimento que vai durar para sempre é o amor que estou cultivado pela pessoa que estou me tornando, mas como toda construção exige tempo e paciência.

É muito doido como eu achei que tinha todas as respostas e agora me sinto uma iniciante na vida aprendendo todo dia um pouquinho mais sobre gentileza e respeito.

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sou feliz e triste, às vezes ao mesmo tempo, pois sou inteira.

Escuta essa música aqui ❤

Vestir é brincar

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Eu sempre tive uma relação bem sincera com a moda, amo saber o que está em tendência, crio pastas, vejo desfiles, observo os tecidos e as estampas. Eu sou visual e observar é um dos meus exercícios preferidos.

Outro dia eu li um texto que me fez ficar pensando na forma como eu consumo a moda, o texto falava sobre autoconhecimento e no quanto essa ferramenta é importante em todas as áreas da nossa vida. Por exemplo, se eu conheço meu estilo não gastarei todo meu salário na coleção x da marca tal só porque está na moda, ou trocarei todas as minhas roupas a cada nova estação. O que também engloba o conceito de consumo consciente pois uma vez que eu sei do que gosto posso investir até em algo mais caro que sei que mesmo depois de sair de moda ainda usarei pois faz parte do meu estilo.

Não estou aqui para demonizar ninguém, afinal recebemos um bombardeio tão grande de imagens todos os dias que é impossível não sentir vontade de comprar a roupa ou o acessório da vez, mas eu tenho me policiando muito quanto a isso. Estou começando a tomar gosto por garimpar roupas em brechós ou participar de feiras de lojas pequenas, uma vez que a concorrência é desleal com grandes marcas e muitas vezes encontro peças com qualidade bem superior a de fast fashions.

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Eu trabalho de casa e por esse motivo acabo não “precisando”me arrumar todo santo dia, eu não sinto essa obrigação, sabe?

Mas eu realmente amo o processo de me vestir, pensar na roupa, qual a mensagem eu quero passar, qual pessoa eu decido ser naquele dia, pensar nas cores, pensar na estrutura. Eu realmente curto me vestir. Mais do que isso, eu curto muito o que vejo no espelho, acho importante fotografar os dias felizes da vida afinal estamos tão acostumados a nos inferiorizar que ter um pouco de paz no caos que nos habita é ouro.

Também acho engraçado o grande susto que eu tomo quando fico pronta, parece até outra pessoa, como no dia que eu usei esse look e senti que estava pronta para dominar o mundo rs.

Essa é a grande graça da moda, a eterna brincadeira de se vestir ❤

 

Mas só chove, chove e chove….

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Não sei o que está acontecendo com o tempo, não me lembro de uma primavera tão chuvosa e fria. Confesso que tempo assim acaba com meu humor, já falei milhares de vezes e sempre repito: sou solar.

Este tempo doido tem coincidido com minha busca por algo cada vez mais meu, percebo isso nas minhas ações e sentimentos. Algo aqui dentro quer despertar, ganhar o mundo, porém algo, também aqui dentro, que fundir, eternizar e enraizar.
Nessa minha eterna busca do meu estilo próprio, eu tenho tentando mudar coisas pequenas, estou testando para ver tudo o que eu gosto e não gosto.

Essas são algumas fotos de um dia bem melancólico que finalizou com uma grande chuva de 15 minutos para logo depois abrir o maior sol do mundo.

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Aqui, por enquanto, só chove. Não vejo a hora do meu amigo sol voltar.

Beijo

As aventuras de Guille e Belinda

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Lá em 2013, quando eu estava fazendo o curso de fotografia, eu costumava ficar buscando referências de fotógrafos renomados e encontrei de tudo: natureza, guerra, retratos, cotidiano, minimalismo, entre outras. Mas nenhum me cativou como a Alessandra Sanguinetti, eu buscava por ensaios simples e marcantes e encontrei “As aventuras de Guille e Belinda”, confesso que sempre fico emocionada quando olho para essas fotos.

As belíssimas fotos contam a história de Guille e Belinda, duas primas e amigas que cresceram juntas em um pequeno povoado fora de Buenos Aires, na Argentina. Alessandra Sanguinetti, fotógrafa americana, criou esse projeto para capturar, de forma linda, as brincadeiras cheias de inventividades, naturalidade e uma bonita amizade entres as meninas. Ainda por meio das brincadeiras, foi possível acompanhar os sonhos e medos que a transição infância – vida adulta tanto traz. Guille e Belinda começaram a se fotografadas em 1999, quando tinham 9 e 10 anos de idade, respectivamente. Alessandra continua a visitá-las até hoje e dessa aventura nasceu um fotolivro nomeado “As aventuras de Guille e Belinda e o enigmático significado dos seus sonhos.”

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Além da emoção, eu sempre fico me questionando o quanto deve ser difícil e gratificante fazer algo dessa proporção. Eu olho para as cores dessas fotos, para a luz e tem tanto sentimento, tanta história que quase dá para tocar. É muito louco pensar que imagens podem trazer tantos sentimentos, tantos significados e respostas. Meu sonho da vida é fazer algo assim, algo que transcende, que faz pensar e emociona.

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Para quem ficou interessado, é só ir no site da Alessandra, lá ela conta a história do ensaio e tem uma prévia do livro dois, que pretende mostrar Guille e Belinda crescidas.

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Gentileza gera beleza.

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Passei a semana inteira com um sentimento bom, como se alguma coisa muito boa fosse acontecer a qualquer momento, eu acredito que isso aconteceu porque comecei a segunda bem animada.
É estranho quando estamos esperando algo enorme, algo que poderá mudar nossa vida para sempre, e temos esse tipo de sentimento, né?

Chegamos à essa sexta-feira e nada aconteceu, eu já estava pensado: “bom, fui enganada outra vez”. Mas a vida é mesmo uma coisa louca, uma coisa tão louca que nos pega nas particularidades.
Hoje eu fiz um pequeno favor à uma senhora e, na volta, me deparei com essa folha em formato de coração:

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Não sei vocês, mas eu acredito nos mínimos detalhes, e nos sinais da vida. Eu tenho mania de ver beleza em tudo, deve ser porque sou muito sensível, e eu já falei uma vez que essa é a minha qualidade mais bonita, é o que me ajuda a ser quem sou.
Às vezes estamos esperando que a mudança seja um trem passando por cima de tudo, quando, na realidade, ela está acontecendo a todo momento nos detalhes, nos favores que fazemos, na música nova que escutamos, no caminho que refazemos, naquela personagem que te marcou, o sorriso que você deu, enfim, em tudo.

Bem, no final das contas, a senhora, para quem eu fiz o favor, me trouxe um pouco do peixe que ela havia feito. Isso me marcou demais, quantos dos seus vizinhos, nos dias de hoje, fazem isso? É aquela coisa de gentileza gerar gentileza. Quer dizer, nesse caso, gentileza gerou beleza.

O meu pressentimento não estava errado, mas minhas expectativas estavam. Realmente algo grandioso aconteceu: a beleza dos dias me pegou. Isso é o melhor que eu poderia desejar de uma semana.

Tem um final de semana chegando com tudo, não esqueça de olhar para todo os lados, pois a beleza está acontecendo de uma forma extraordinária. ❤

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Beijos. 🙂