É tudo sobre ser

Processed with VSCO with a6 preset

Sei que estou saudável quando me sinto autossuficiente, quando simplesmente não espero nada de absolutamente ninguém, pode parece impossível, mas tenho a impressão de que já esperei o suficiente de todo mundo e isso já me machucou o bastante.

Eu sou uma pessoa extremamente melancólica, mesmo quando estou estupidamente feliz. A minha tristeza começa pequena, tão pequena que cabe na minha mão, às vezes eu a apanho bem forte, fecho com meus dedos e jogo fora, eu realmente olho esse sentimento bem nos olhos e digo: “hoje não!”

Mas algumas vezes eu permito que o sentimento cresça e me abrace e talvez seja loucura dizer que são esses dias que consigo ter um pouco mais de paz, pois eu desaguo, eu desabo e choro até ter certeza que o sentimento fez seu caminho completo: nasceu, cresceu, morreu. pronto. um “ufa” bem grande. Talvez seja por isso que toda vez que alguém me fala que não está se sentindo bem, eu só consigo falar para a pessoa sentir tudo aquilo, eu não acredito em maquiar sentimento, o melhor é sentir.

Sei bem que quando um sentimento como a tristeza chega a única vontade é de mandar ir para bem longe pois dói até os ossos, sei ainda mais como é sentir esse grande buraco no meio da barriga que muitas vezes parece que não vai fechar, sem falar na incrível falta de força que deixa o corpo todo mole, mas faz parte.

“Torna-te quem tu és” – Nietzsche

Viver é isso mesmo, um dia dá muito, outros nem tanto.
Estamos tão acostumados com essa pressão de seja forte, seja esperto, seja perfeito que simplesmente esquecemos de ser.

ser inteiro.
ser por completo.
ser verdadeiro.

É que ser exige uma coragem descomunal e ser verdadeira com meus sentimentos virou a forma mais realista que eu consigo levar a vida agora.
A minha autossuficiência vem exatamente da maneira com que eu abraço o que estou sentindo e tendo a plena certeza que não vai durar para sempre.

O único sentimento que vai durar para sempre é o amor que estou cultivado pela pessoa que estou me tornando, mas como toda construção exige tempo e paciência.

É muito doido como eu achei que tinha todas as respostas e agora me sinto uma iniciante na vida aprendendo todo dia um pouquinho mais sobre gentileza e respeito.

IMG_20180318_211623-ANIMATION

sou feliz e triste, às vezes ao mesmo tempo, pois sou inteira.

Escuta essa música aqui ❤

Anúncios

Mas só chove, chove e chove….

mao (1 de 1).JPG

Não sei o que está acontecendo com o tempo, não me lembro de uma primavera tão chuvosa e fria. Confesso que tempo assim acaba com meu humor, já falei milhares de vezes e sempre repito: sou solar.

Este tempo doido tem coincidido com minha busca por algo cada vez mais meu, percebo isso nas minhas ações e sentimentos. Algo aqui dentro quer despertar, ganhar o mundo, porém algo, também aqui dentro, que fundir, eternizar e enraizar.
Nessa minha eterna busca do meu estilo próprio, eu tenho tentando mudar coisas pequenas, estou testando para ver tudo o que eu gosto e não gosto.

Essas são algumas fotos de um dia bem melancólico que finalizou com uma grande chuva de 15 minutos para logo depois abrir o maior sol do mundo.

flozinha voando 4

mao-1-de-1-7

mao-1-de-1-8

mao (1 de 1)-17.JPG

mao-1-de-1-4

mao-1-de-1-5

mao-1-de-1-6

RHAYSSA (1 de 1).JPG

Aqui, por enquanto, só chove. Não vejo a hora do meu amigo sol voltar.

Beijo

As aventuras de Guille e Belinda

guillebelinda_10

Lá em 2013, quando eu estava fazendo o curso de fotografia, eu costumava ficar buscando referências de fotógrafos renomados e encontrei de tudo: natureza, guerra, retratos, cotidiano, minimalismo, entre outras. Mas nenhum me cativou como a Alessandra Sanguinetti, eu buscava por ensaios simples e marcantes e encontrei “As aventuras de Guille e Belinda”, confesso que sempre fico emocionada quando olho para essas fotos.

As belíssimas fotos contam a história de Guille e Belinda, duas primas e amigas que cresceram juntas em um pequeno povoado fora de Buenos Aires, na Argentina. Alessandra Sanguinetti, fotógrafa americana, criou esse projeto para capturar, de forma linda, as brincadeiras cheias de inventividades, naturalidade e uma bonita amizade entres as meninas. Ainda por meio das brincadeiras, foi possível acompanhar os sonhos e medos que a transição infância – vida adulta tanto traz. Guille e Belinda começaram a se fotografadas em 1999, quando tinham 9 e 10 anos de idade, respectivamente. Alessandra continua a visitá-las até hoje e dessa aventura nasceu um fotolivro nomeado “As aventuras de Guille e Belinda e o enigmático significado dos seus sonhos.”

guillebelinda_1

sanguinetti_alessandra_2383_2005_crop copy

Além da emoção, eu sempre fico me questionando o quanto deve ser difícil e gratificante fazer algo dessa proporção. Eu olho para as cores dessas fotos, para a luz e tem tanto sentimento, tanta história que quase dá para tocar. É muito louco pensar que imagens podem trazer tantos sentimentos, tantos significados e respostas. Meu sonho da vida é fazer algo assim, algo que transcende, que faz pensar e emociona.

guille-y-belinda1

12

Para quem ficou interessado, é só ir no site da Alessandra, lá ela conta a história do ensaio e tem uma prévia do livro dois, que pretende mostrar Guille e Belinda crescidas.

large-as-12 copy