A maior guerra é interna

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Cada lágrima, uma cachoeira

Eu estava fazendo uma faxina no meu computador e encontrei arquivos que eu nem lembrava da existência, são imagens e vídeos de alguns anos, arquivos de quando eu sonhava em aprender a fotografar, aprender a produzir e editar vídeos, editar imagens e tudo que tanto encheu meus olhos por tanto tempo. Em meio a tanta nostalgia, eu percebi que nunca fui muito gentil e honesta comigo mesma pois mesmo tendo a total noção que era um começo, eu já me cobrava a níveis profissionais e toda essa cobrança nunca foi saudável.

Eu nasci e cresci em um lugar sem muitas expectativas de vida, muitas vezes questionei minha capacidade intelectual baseada no meu endereço e ainda assim eu consegui cultivar e florescer um coração muito sonhador. No entanto, sempre me pareceu muito impossível ser a pessoa que cria, a que aprende, a que faz.

Quantas vezes neguei minhas vontades pelo simples medo de ser ridicularizada ou acabar frustada com o futuro. sempre aceitei pouco por achar que merecia pouco.
Foi na faculdade que eu percebi meu gosto por imagens, tomei gosto por aprender cada vez mais. Contudo, também foi o lugar que mais me machucou  – por dentro eu nunca consegui acreditar que merecia mesmo pertencer aquele local.

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Eu me sentia constantemente uma criança tentando mostrar para todo mundo o que eu sabia, eu queria os aplausos, os holofotes, eu me esforçava tanto e mesmo quando era notada ainda conseguia me sabotar, vivia achando que era sorte, somente isso, nunca talento.
Mesmo agora, quando alguém fala que eu sou talentosa, eu tenho vontade de me esconder, sinto medo e vergonha, nunca acho que sou suficientemente boa ou merecedora e mesmo assim o meu coração é muito sonhador e inquieto, eu realmente não posso ver nada ligado ao audiovisual e não sentir vontade de aprender, de conversar sobre e entender o processo.
A minha eterna curiosidade é o que me salva da vida todo santo dia.

Olhando para o meu passado, nesses arquivos, penso que sempre quis muito sim e sempre fiz muito mais do que o esperado, mas ainda assim a sensação de nunca ser o suficiente ainda me atormenta.

Estou com esse grande questionamento na cabeça sobre o que é ser suficiente ou para quem eu preciso ser suficiente.

Sempre acreditei que a maturidade ia resolver essas questões tão juvenis mas a real é que não é bem assim, sinto que além dos meu dilemas de vida adulta ainda preciso olhar para trás e resolver minhas questões do passado. Ao final tenho muitas perguntas e pouquíssimas respostas.

O meu grande desafio é tentar silenciar meu ego e esse medo que não me pertence.

courage

É o processo. Processos são difíceis.

Minha única resolução para 2018 é tentar ser cada vez mais espontânea e gentil comigo mesma, reabri esse espaço para contar sobre minha vida e experiências é  um ato de gentileza sim e de muita coragem.

E para quem está aprendendo algo novo eu só posso desejar paciência e persistência, o novo assusta mesmo e tudo bem.

Um passo de cada vez.

 

(Fiz esse vídeo na tentativa de colocar para fora tudo o que eu sinto)

 

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